Grudados na matemática: gêmeos que ganharam 62 medalhas na escola viram colegas na faculdade de estatística

É difícil saber quem é quem. Aos 18 anos, os irmãos gêmeos Matheus e Gabriel Nunes mantêm o mesmo corte de cabelo, falam com a mesma voz e sotaque e passam os dias no mesmo lugar: a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A dupla terminou nesta semana o primeiro ano da graduação em estatística, e cursa, ao mesmo tempo, um programa de iniciação científica para acelerar um mestrado em matemática.
A paixão por números começou cedo: eles participaram das primeiras olimpíadas com dez anos, quando entraram no sexto ano do fundamental no Colégio de Aplicação da UFPE. Desde então e até o fim do ensino médio, Gabriel conquistou 26 medalhas e Matheus, 36. As últimas, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) eles receberam no mês passado, no Rio de Janeiro.

Em entrevista ao G1, os 'gêmeos gênios' explicaram, porém, que o melhor das olimpíadas não são as medalhas.
"Cada medalha, além de ter dado o sentimento de prazer, apresentava a cada vez mais pessoas que faziam parte desse mundo. A gente teve a oportunidade de conhecer professores incríveis", disse Gabriel.

Matheus conta que, em anos anteriores, os medalhistas da Obmep ganhavam o direito a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), com aulas presenciais uma vez ao mês durante o ano seguinte, além de um fórum virtual onde os estudantes eram incentivados a resolver questões. Além disso, ele também foi convidado para participar de outro programa. "Fui dez vezes para Brasília, onde tinha aula voltada para competições internacionais."

 

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