SP muda estratégia de combate à febre amarela e tenta se adiantar ao avanço do vírus

 Um estudo inédito fez mudar a estratégia de vacinação contra a febre amarela no estado de São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o mapeamento de “corredores ecológicos” permitiu identificar o caminho do avanço do vírus pelas cidades paulistas e priorizar as áreas de imunização.
O traçado foi feito com base nos macacos encontrados mortos pela doença - ocorrência chamada de epizootia –, na vegetação existente no estado, e nas regiões isotérmicas, ou seja, nem muito quentes, nem muito frias, já que o mosquito não sobrevive em temperaturas extremas. Os mosquitos transmissores, o haemagogus e o sabethes, são silvestres e vivem apenas em áreas de mata.
O estudo foi feito por pesquisadores da Secretaria de Estado da Saúde. A diretora de imunização Helena Sato, que está nesta área no poder público há mais de 30 anos, contou que na última vez que o estado registrou casos silvestres de febre amarela em humanos, em 2009, em Botucatu, o protocolo regente determinava a vacinação integral do município afetado e das cidades do entorno.
“Com a incorporação dessa nova tecnologia, ou seja, com a construção dos corredores ecológicos, foi possível priorizar a vacinação das pessoas que estavam realmente na área de risco”, disse Sato.
Tanto o traçado dos corredores quanto o uso da estratégia de tentar se antecipar à chegada do vírus foram feitos a partir da contaminação nas cidades de Monte Alegre do Sul e Amparo, na região de Campinas, em abril de 2017.

 

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